domingo, 9 de janeiro de 2011
Eu sou quente e ardente.
Meu calor queima aos olhos do mal.
Nada em mim é tão frio que não possa arder no que tocar-me.
Minhas lâminas vermelhas e afiadas estão sempre prontas para cortar tua língua maliciosa.
Nada em mim é tão morto que não tenha vida.
Ao provar-me sentirá o tremer da minha pele e a fraqueza do teu corpo.
Minha garganta bebe água de fogo.
Meus olhos não fecham na madrugada.
Não tenho nada a temer.
O que me atrai, me distrai.
Nada é tão forte que nas minhas mãos não enfraqueça.
Aliás, meu veneno é fatal, e minhas presas não tocam em carnes frias.
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